Trabalho intermitente responde por uma, de cada seis vagas criadas no País

No trabalho intermitente, o funcionário não tem aquela obrigação de entrar às oito da manhã e sair às cinco da tarde, por exemplo.

Praticamente uma, de cada seis vagas de emprego criadas no País, é para trabalho intermitente. Os números foram divulgados pelo Ministério da Economia. Entre dezembro de 2017, quando entrou em vigor a reforma trabalhista, e julho deste ano, o Brasil ganhou 660 mil vagas. Das quais pouco mais de 100 mil para trabalho intermitente. Bem menos que a projeção feita pelo governo, na época, da abertura de 55 mil vagas na modalidade por mês, nos primeiros três anos.

No trabalho intermitente, o funcionário não tem aquela obrigação de entrar às oito da manhã e sair às cinco da tarde, por exemplo. Ele é chamado apenas quando a empresa tem alguma demanda e recebe um valor proporcional ao serviço prestado. E conta, além de registro em carteira, com férias e décimo terceiro, também proporcionais, e até FGTS.

O setor de serviços responde, sozinho, por quase metade das vagas de trabalho intermitente. Entre as funções que mais criaram oportunidades, em julho, estão: faxineiro, barman, garçom, vigilante e operador de caixa. Muitas vezes, o trabalhador intermitente é acionado em épocas específicas nas quais a demanda cresce ou quando demais funcionários estão de folga.