Turista tira foto em praia pouco antes de desaparecer no mar na frente do irmão no litoral de SP

Irmão tentou salvá-lo, mas não conseguiu. Caso ocorreu em Itanhaém e equipes do GBMar continuam buscando pelo desaparecido.

Um turista de 21 anos está desaparecido no mar há quatro dias em Itanhaém, no litoral de São Paulo. O irmão dele tentou salvá-lo do afogamento, mas não conseguiu. De acordo com a família, o auxiliar de máquina Valmir da Silva e mais três pessoas estavam pela primeira vez na cidade, quando ocorreu o incidente. Ele chegou a tirar uma foto na praia pouco antes de entrar na água.

Segundo a cunhada da vítima, a vendedora Larissa Fernandes de Santana, de 24 anos, eles estavam na Praia São Paulo, fazendo um “bate e volta”, na última segunda-feira (15), devido ao feriado prolongado. Por volta das 16h, Valmir, a namorada e o irmão entraram no mar.

“Estava tudo muito tranquilo, eu tinha ficado no quiosque. Até então, eu conseguia enxergar os três. Até que eu me distraí, e quando voltei a olhar, só consegui enxergar a namorada do Valmir”, diz a vendedora.

A namorado do turista ficou preocupada, porque também não conseguia vê-lo, e saiu do mar para pedir ajuda à cunhada. “Nessa hora, o Valmir já tinha começado a se afogar, pediu ajuda, e o irmão dele tentou salvá-lo, mas acabou que os dois se afogaram. O pessoal do quiosque chamou os bombeiros, só que, antes da chegada deles, um moço com uma prancha conseguiu só salvar meu marido, e o Valmir não”, lamenta.

Segundo o Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar), equipes seguem realizando buscas para localizar o turista desde segunda-feira, mas, até a última atualização desta reportagem, ele seguia desaparecido. “Os bombeiros nos falaram que há uma moto aquática na busca”, relata a jovem.

“Estamos arrasados, desesperados, sem notícia nenhuma e sem saber mais o que fazer. Foi horrível ver tudo aquilo e não conseguir ajudar. Dói, machuca a gente, mal conseguimos comer e dormir. E o Valmir era muito amado e querido por todos, não gostava muito de ficar na água, e tomava cuidado com isso, de ir no fundo. Foi realmente uma fatalidade, o mar estava muito bravo e puxando muito, e ele não sabia nadar”, lamenta a cunhada.

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ÁGIL DPVAT