UFSCar busca voluntários idosos com e sem Alzheimer para desenvolver pesquisa

Estudo, desenvolvido pelo Departamento de Fisioterapia, avalia a relação entre composição corporal de idosos preservados cognitivamente e idosos portadores de Alzheimer.

Pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) buscam voluntários para desenvolver um estudo que busca avaliar a composição corporal de idosos preservados cognitivamente e idosos com a Alzheimer.

A pesquisa é vinculada ao curso de fisioterapia e desenvolvido pela aluna Stéfany Gomes da Silva, com orientação da docente Stela Marcia Mattielo e coorientação da doutoranda Natália Oring de Castro Cezar.

Voluntários

Para o desenvolvimento do estudo, estão sendo convidados 111 voluntários, homens e mulheres, a partir de 65 anos de idade, com diagnóstico de Alzheimer (leve ou moderado) ou idosos que sejam preservados cognitivamente.

Os interessados devem entrar em contato com a pesquisadora até o mês de julho de 2022 pelo telefone (16) 99771-5442 ou pelo e-mail [email protected]

Os voluntários não podem estar institucionalizados e precisam ter disponibilidade para participar das avaliações.

Eles também não podem ter comprometimentos funcionais ou sensoriais que interfiram nas avaliações, nem doenças como Parkinson, acidente vascular encefálico, esclerose múltipla, síndrome de Huntington, epilepsia e traumatismo cranioencefálico.

Todos os voluntários passarão por avaliação cognitiva, de funcionalidade e de perda de força musculoesquelética, além da análise da composição mineral óssea por meio de equipamento específico.

Departamento de Fisioterapia da UFSCar São Carlos (SP) — Foto: DFisio da UFScar/Divulgação

Avaliações

As avaliações serão realizadas no Departamento de Fisioterapia, no campus da UFSCar e toda a equipe de pesquisadores já está com o ciclo de imunização contra a Covid-19 completo.

Objetivo

O objetivo da pesquisa é comparar e avaliar se a relação entre osteoporose e a doença de Alzheimer pode ser influenciada pela Densidade Mineral Óssea (DMO).

Segundo a estudante Stéfany, a literatura aponta que há ligação entre menores taxas de DMO e desenvolvimento de Alzheimer e sabe-se que esse distúrbio neurodegenerativo é um fator de risco para o desenvolvimento de osteoporose e vice-versa.

No entanto, ela afirmou que ainda não se tem conhecimento sobre os mecanismos que relacionam o desenvolvimento e progressão das duas doenças, embora já se saiba que a osteoporose é mais recorrente em idosos com Alzheimer do que naqueles preservados cognitivamente.

Quanto à composição muscular e de gordura, também será realizada uma comparação entre idosos, além da correlação entre Alzheimer e esses dois componentes, a fim de analisar a relação entre Alzheimer, sarcopenia, dinapenia (perdas de massa e de força e potência dos músculos) e obesidade.

“Acreditamos que a mensuração da composição corporal dos idosos possa ser eficaz para reconhecer precocemente indicadores que expressem o risco de aparecimento da osteoporose, da obesidade, da sarcopenia, da dinapenia e do Alzheimer, e a hipótese é que a DMO muscular e de gordura possam ser indicadores”, explicou a estudante de fisioterapia.

Se a expectativa do estudo for confirmada, a pesquisadora acredita que será possível estabelecer condutas terapêuticas capazes de maximizar o curso clínico dos diagnósticos dessas doenças, além de colaborar com profissionais na elaboração de intervenções e prevenções apropriadas para os idosos.

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