UFSCar convida mulheres em pós-parto para pesquisa que avalia casos de violência obstétrica

Voluntárias podem residir em qualquer região do país para responder a um questionário online que ficará disponível até a próxima segunda-feira (23).

A Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) está em busca de mulheres em regime de pós-parto para a realização de um estudo que avalia a ocorrência de violência obstétrica durante o parto hospitalar e como ela influencia na relação entre a mãe e o recém nascido.

A contribuição com a pesquisa, que é desenvolvida pelo Departamento de Terapia Ocupacional, se dará de modo online, em que as voluntárias deverão responder a um questionário que ficará disponível até a próxima segunda-feira (23).

Assim, as participantes do estudo podem residir em qualquer região do país, visto que não haverá atividades presenciais durante o processo de pesquisa.

O único pré-requisito que o estudo demanda se deve à necessidade de a mulher ter realizado parto normal ou cesárea obrigatoriamente em um hospital, que pode ser público ou privado.

Para demonstrar interesse em participar e obter acesso ao questionário, basta entrar em contato com a pesquisadora responsável pelo projeto, Danielle Ferreira de Sousa, pelo e-mail [email protected] ou pelo WhatsApp (19) 99539-5582.

Objetivos do estudo

Inicialmente, a pesquisa busca identificar a ocorrência de assistências ao parto inadequadas, por parte de médicos e equipes de enfermagem, a partir da adoção de práticas indevidas e que, muitas vezes, desrespeitam o desejo da mulher em relação à forma como o procedimento deveria acontecer.

Já em um segundo momento, o estudo avaliará a influência dessa violência sofrida durante o parto sobre a construção do vínculo com o bebê, visto que uma experiência traumática pode gerar dores físicas e psicológicas à mulher e, por consequência, pode vir a comprometer o desenvolvimento da criança.

A pesquisa busca, ainda, compartilhar os resultados obtidos a partir das entrevistas com as voluntárias, a fim de criar-se um acervo científico sobre o tema, o que poderá servir, futuramente, para capacitar de forma mais adequada os profissionais da área.

“Além do monitoramento das práticas de assistência ao parto e nascimento serem fundamentais para os desfechos em saúde materno-infantil, o vínculo materno tem papel essencial no desenvolvimento da criança, atuando como fator protetivo para um desenvolvimento neuropsicomotor saudável. O tema do estudo, portanto, é atual e relevante, tendo em vista também as recomendações nacionais e internacionais de boas práticas obstétricas, visando a uma assistência digna às mulheres e aos bebês”, explicou a pesquisadora Danielle Ferreira de Sousa.

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ÁGIL DPVAT