Univesp: Projeto usa software para auxiliar a desenvolver orçamento em microempresa

Alunos de Engenharia de Produção, do polo de São Bernardo do Campo (SP), empregaram ferramenta de inteligência de mercado.

Os estudantes do curso de Engenharia de Produção, do polo de São Bernardo do Campo, da Universidade Virtual do Estado de São Paulo (Univesp) Aleide de Oliveira, Danilo Pereira, Camila Matias, Glaucia Veloso, Isabella Bordon, Lara Vinturini e Renato de Novaes elaboraram no último semestre o Projeto Integrador “O uso de Power BI na tomada de decisão para desenvolvimento de orçamentos de uma microempresa: um estudo de caso”.

A ação, com tutoria de Daniela Casimiro de Figueredo, foi desenvolvida para facilitar e agilizar os processos de efetivação de cálculos e valores em uma microempresa do setor de construção civil.

Para efetuar a ação, o grupo escolheu utilizar o Power BI (Business Intelligence – em tradução livre, inteligência de mercado), da Microsoft. A ferramenta contempla um conjunto de serviços de software, aplicativos e conectores que integram grandes volumes de dados de forma interativa e organizada.

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De acordo com os futuros engenheiros, a plataforma permite criar, compartilhar relatórios e dashboards com todos os envolvidos e prover insights empresariais da maneira mais eficiente. Os dados podem ser obtidos desde uma simples planilha do Excel, base de dados ou em uma coleção de data warehouses híbridos locais ou baseados na nuvem.

Setores produtivos

No vídeo de apresentação do projeto, a estudante Isabella Bordon explica, que com a pandemia de COVID-19, o uso da tecnologia ficou evidente e se tornou essencial em todos os setores produtivos da sociedade. “As empresas estão compreendendo que essa atualização é necessária para a permanência ativa no mercado”, disse.

A companhia escolhida para a aplicação da ferramenta atualmente gera orçamentos de forma primária e os insere em uma planilha de Excel não automatizada, passível de erros. Com a proposta, toda a metodologia será realizada com mais rapidez e precisão. Segundo o grupo, o atendimento aos clientes, que era feito em até sete dias pode ser reduzido a dois.

Apesar da dificuldade em avaliar a ação por completo, devido à pandemia, a turma afirmou que o retorno do cliente na etapa de implantação foi positivo. Para eles, o microempreendedor conseguiu ter uma visão sistemática de todos os processos que envolvem o fornecimento de seu trabalho e verificou a agilidade da utilização de um software.

“A ferramenta permite a gestão integrada dos processos produtivos, desde a etapa inicial para realização do orçamento, bem como o acompanhamento da obra de forma uniforme a todos os envolvidos”, afirmou o grupo no relatório final do Projeto Integrador.