USP desenvolve técnica que reduz em até 66% custo de produção de eletrodos e sensores

O método pode oferecer vantagens a diversas áreas que realizam análise química, como as indústrias farmacêuticas, agrícolas e os laboratórios de diagnóstico de saúde.

O Instituto de Química da Universidade de São Paulo (USP), do campus São Carlos (SP), desenvolveu uma técnica que diminui em até 66% os custos de produção de eletrodos e sensores.

Os dispositivos são amplamente utilizados em áreas que demandam análises químicas, como as indústrias farmacêuticas, agrícolas e os laboratórios de diagnóstico de saúde.

Assim, o novo método pode ser vantajoso para tais áreas, visto que ele prevê a substituição de um reagente importado que é empregado na fabricação dos eletrodos. O produto conhecido como fotorresiste pode chegar a custar até 1 mil dólares por litro, cerca de R$ 5,5 mil, atualmente.

Além de baratear a produção dos dispositivos, a técnica criada pelos pesquisadores também contribui para a independência produtiva de sensores e eletrodos, pois os laboratórios do país se tornam auto suficientes ao deixarem de depender da importação do reagente.

“A princípio, qualquer sensor de dimensões milimétricas pode ser feito com essa nova metodologia. Um número maior de laboratórios em todo o Brasil poderá usar esses procedimentos sofisticados, mas com baixo custo”, afirmou a professora do Instituto de Química da USP Laís Brazaca.

O método criado pela USP São Carlos pode ser empregado na indústria farmacêutica e agrícola, além de laboratórios médicos — Foto: Victor Takekawa/UFSCar

Produção do eletrodo

A fabricação tradicional dos dispositivos consiste na aplicação do reagente fotorresiste em cima da base do que virá a ser o eletrodo, que usualmente o material utilizado é um vidro. Em seguida, essa base é submetida a vários processo de exposição a raios UV e vaporização com uso de metal.

Já o método criado pela USP substitui o reagente por um adesivo, que é colado em cima da base de vidro. O material passa pelos mesmos processos da produção convencional e, ao final, o adesivo é descolado da base e o eletrodo está pronto para uso.

O projeto contou com a participação de alunos de graduação da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e da Universidade do Estado da Carolina do Norte, nos Estados Unidos. Com as vantagens que o método proporciona, o estudo chamou a atenção de pesquisadores internacionais e foi citado em uma matéria publicada na revista científica Electrophoresis.

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