‘Vacinação tem tudo para pegar ritmo a partir de agora’, diz microbiologista

Natalia Pasternak também ressaltou a importância de não escolher qual vacina receber na hora da imunização.

A microbiologista Natalia Pasternak afirmou neste domingo (27), em entrevista à CNN, que o Brasil parece estar engrenando com a vacinação contra a Covid-19, mas que ainda não é possível prever em qual mês a situação do país em relação ao número de casos e mortes da doença melhorará, e que, por isso, é preciso seguir os cuidados contra o novo coronavírus.

“Estamos vacinando mais de 1 milhão por dia, que era o que a gente queria desde o começo. A vacinação tem tudo para pegar ritmo a partir de agora e melhorar, mas dizer qual mês vai terminar é arriscado, porque está fora do nosso controle, tem variáveis que não dependem da nossa vontade: doses que precisam chegar, campanhas que precisam ser feitas e as pessoas irem aos postos de saúde”, afirmou a especialista.

Pasternak afirmou que ainda é cedo para estipular datas para que medidas restritivas sejam flexibilizadas e que, além da vacinação, a circulação de variantes do novo coronavírus é outro fator determinante para o controle da pandemia.

“A gente consegue fazer estimativas, mas não tem bola de cristal. Se a situação continuar no mesmo ritmo, se conseguir melhorar o ritmo vacinando a maior parte da população adulta até outubro, provavelmente vamos conseguir controlar a pandemia e flexibilizar um pouco as medidas restritivas. Isso vai depender de quantas variantes vão estar circulando, da circulação da variante Delta, da capacidade das vacinas de protegerem para essas variantes; é difícil prever a situação.”

Disseminação do vírus

A microbiologista estima que, com o avanço da vacinação, o número de mortes e casos graves da Covid-19 devem ser controlados, mas o novo coronavírus deve seguir circulando e, por isso, medidas restitivas e cuidados contra a doença ainda serão necessários. 

“Uma boa estimativa é que vamos ter mortes, hospitalizações e casos graves sob controle, mas provavelmente continuaremos lutando contra a disseminação, lidando com algum número de casos leves, com medidas restritivas até bloqueá-los completamente. A gente não deve fazer previsões para não dar falsas esperanças, nem aterrorizar a população, vamos acompanhar mês a mês”, afirmou a microbiologista.

A microbiologista criticou também a ideia de escolher qual imunizante receber, e afirmou que, no momento, o importante é avançar rapidamente com a imunização da população.

“Ficar escolhendo vacina não vai fazer diferença para o indivíduo nem para a sociedade, e acaba atrasando a vacinação. O importante é vacinar muita gente e rapidamente. Todas foram aprovadas porque são boas e seguras”.

(Publicado por Daniel Fernandes)

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