VAI VIAJAR? Alta do combustível pressiona aviação e pode reduzir voos nos próximos meses

Reajuste no querosene de aviação e cenário internacional acendem alerta para passagens mais caras e menor oferta.

O aumento no preço do querosene de aviação (QAV) e a redução de voos em diferentes partes do mundo acenderam um alerta no setor aéreo. O cenário, que ganhou força em abril de 2026, pode impactar diretamente passageiros nos próximos meses, com passagens mais caras e menor oferta de voos.

No início de abril, a Petrobras anunciou um aumento expressivo no preço do QAV, com reajuste médio de cerca de 55% para distribuidoras. Esse valor se soma a uma alta anterior registrada em março.

Com isso, o combustível passou a representar cerca de 45% dos custos operacionais das companhias aéreas no Brasil, um salto significativo em relação aos cerca de 30% registrados anteriormente.

Segundo a Abear, o impacto é direto: menos espaço para expansão de rotas, pressão sobre os preços das passagens e possível redução na oferta de voos, principalmente em trajetos menos rentáveis.

Especialistas apontam que o custo pode ser repassado ao consumidor, com aumentos que podem chegar a até 20% em alguns casos.

No cenário internacional, companhias aéreas já começaram a ajustar suas operações.

Empresas como KLM, Lufthansa e Air New Zealand anunciaram cortes de voos e redução de capacidade entre março e maio.

Em alguns casos, milhares de voos foram cancelados ou ajustados, como estratégia para conter custos e lidar com mudanças nas rotas.

Dados do setor indicam que a oferta global de voos para maio já apresenta queda, refletindo esse movimento das empresas.

Um dos principais fatores por trás da alta do combustível é a instabilidade no mercado global de petróleo, impulsionada por tensões e conflitos no Oriente Médio.

Essas situações afetam tanto o preço quanto a logística do combustível, além de obrigarem companhias aéreas a desviarem rotas por questões de segurança, aumentando ainda mais os custos operacionais.

Até o momento, não há anúncio de cancelamento em massa de voos no Brasil por parte das principais companhias.

No entanto, o setor já sinaliza que pode haver redução gradual na oferta, especialmente em rotas com menor demanda ou menor rentabilidade.

Além disso, voos internacionais com conexões em hubs do Oriente Médio seguem sendo afetados por alterações de rota e cancelamentos pontuais.

Para quem pretende viajar nos próximos meses, o cenário exige atenção.

A tendência é de passagens mais caras, menor quantidade de voos disponíveis e possíveis ajustes em horários e rotas.

A recomendação é acompanhar a situação diretamente com as companhias aéreas, verificar alterações com antecedência e, quando possível, optar por voos diretos ou com menos conexões.

O setor aéreo vive um momento de adaptação diante de custos elevados e incertezas no cenário internacional. A evolução do preço do combustível e dos conflitos globais deve continuar influenciando o ritmo das operações ao longo de 2026.

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