Varíola dos macacos: Organização Mundial da Saúde pede que gays reduzam parceiros

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“Esse é um surto que pode ser parado”, disse Tedros Adhanom.

Nesta quarta-feira (27), a Organização Mundial da Saúde (OMS) realizou uma nova reunião para anunciar as medidas de controle contra a varíola dos macacos. Tedros Adhanom, diretor da OMS, fez recomendações e pediu que “homens que fazem sexo com homens” diminuam o número de parceiros, de relações sexuais e de exposição ao vírus. As informações são do Estadão.

– Esse é um surto que pode ser parado se os países e regiões se informarem, levarem o risco a sério e derem os passos necessários para impedir a transmissão e proteger os grupos vulneráveis. A melhor forma de fazer isso é diminuir o risco de exposições. Para homens que fazem sexo com homens, isso inclui, no momento, diminuir o número de parceiros sexuais, reconsiderar o sexo com novos parceiros e trocar detalhes de contato com os parceiros para possibilitar o acompanhamento, se necessário – declarou Adhanom.

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Ainda de acordo com o diretor da OMS, “o estigma e a discriminação podem ser tão perigosos quanto qualquer vírus e alimentar o surto” da doença.

– O foco para todos os países deve ser engajar e empoderar as comunidades de homens que fazem sexo com homens para reduzir o risco de infecção e a transmissão contínua, oferecer cuidado aos infectados e resguardar os direitos humanos e a dignidade – falou.

Ele ressaltou que, apesar de, no momento, a doença se concentrar na comunidade de “homens que fazem sexo com homens”, qualquer pessoa exposta pode contrair varíola dos macacos.

– Por isso a OMS recomenda aos países que também cuidem de outros grupos vulneráveis, como crianças, gestantes e imunodeprimidos.

Tedros disse também que a OMS segue não recomendando a vacinação em massa contra a doença.

Segundo um estudo feito pela revista científica The New England Journal of Medicine, 95% dos casos atuais de varíolas dos macacos foram transmitidos por meio de contato sexual. A pesquisa foi feita em 16 países diferentes. Ela também mostrou que 98% dos infectados pertencem à comunidade HSH (homens que fazem sexo com homens).

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