Lincoln Gakiya considerou vazamento de informações de transferências de líderes do PCC como conduta grave.

O promotor de justiça Lincoln Gakiya cedeu entrevista a Rádio Jovem Pan e considerou o vazamento das informações relativas às transferências dos líderes da facção criminosa PCC como “conduta grave“. O promotor auxiliou na condução dos trabalhos de transferência de mais de 20 líderes do PCC e integra o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Entre os líderes transferidos consta Marcos Camacho, conhecido por Marcola.

A escolta contou com apoio do Departamento Penitenciário Nacional (Depen) e pela Política Militar de São Paulo (PM-SP). Em nota, o governo estadual justificou a transferência: “O isolamento de lideranças é estratégia necessária para o enfrentamento e o desmantelamento de organizações criminosas“.

No tocante a liberdade de imprensa versus vazamento das informações o promotor destaca na entrevista a Jovem Pan: “A liberdade de imprensa é garantida ao jornalista pela Constituição, mas é preciso equacionar as coisas. Alguma autoridade vazou essa informação, tirando o caráter de surpresa da operação, que foi pensada para prevenir ataques. É uma conduta grave, precisamos apurar“.

Informações: Portal Jovem Pan.