Vendas do varejo têm o melhor abril desde 2006, diz IBGE

Resultado ficou positivo em 1%; ante o mesmo mês de 2016, comércio avançou 1,9%, primeiro resultado positivo em 24 meses

As vendas do comércio varejista brasileiro avançaram 1,0% em abril frente ao mês anterior, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (13). Foi o melhor resultado para o mês desde 2006, quando o índice avançou 1,1%. Em abril de 2008, o indicador também subiu 1%.

Em março, as vendas tiveram o pior resultado para o mês em 14 anos.

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“Esse resultado de 1% faz com que o patamar das vendas permaneça estável e fique quase 10% abaixo do pico histórico do comércio, que foi em novembro de 2014”, destacou a gerente da Coordenação de Serviços e Comércio do IBGE, Isabella Nunes.

“A redução da inflação e os recursos liberados do FGTS [das contas inativas] tem impacto em atividades que são básicas. Embora parte destes recursos sejam usados para pagar dívidas, eles impactam o comércio”, diz a pesquisadora.

Já a receita nominal do varejo subiu 1,3%. Segundo o IBGE, o resultado no volume de vendas compensou parte da queda de 1,6% acumulada nos dois meses anteriores. Com isso, a variação da média móvel trimestral ficou praticamente estável (-0,2%), tanto para o volume quanto para a receita nominal de vendas.

 

1ª alta em 24 meses

Em relação a abril de 2016, o varejo cresceu 1,9%. Foi o primeiro resultado positivo em 24 meses, interrompendo uma sequência de quedas que teve início em abril de 2015.

Nesta mesma base de comparação, o índice acumula uma queda de 1,6% nos quatro primeiros meses do ano, em termos de volume de vendas. O indicador acumulado nos últimos doze meses recuou 4,6%, a menor taxa desde janeiro de 2016, quando caiu 5,3%.

Na comparação anual, o resultado de 1,9% tem influência direta da páscoa, segundo a pesquisadora. “Esse efeito páscoa não atinge todo o comércio de modo geral. Mas, os supermercados sempre têm influência positiva”, disse. Isabella enfatizou que, no ano passado, a páscoa foi comemorada em março.

“Em termos conjunturais, é uma situação melhor que em 2016 em relação ao ritmo de quedas. Mas, é importante a gente ponderar que o resultado de abril tem uma particularidade, que é a influência da páscoa e a base de comparação muito depreciada”, avaliou Isabella. A pesquisadora destacou, no entanto, que tirando o efeito sazonal da páscoa, ainda assim o resultado na comparação interanual seria positivo de 0,2%.

Fonte: G1