De acordo com informações, o coletivo realizou uma freada brusca e, com o impacto, o senhor Manoel perdeu o equilíbrio, caindo sobre outro passageiro. Um acidente, algo que pode acontecer com qualquer pessoa. No entanto, em vez de compreensão, o trabalhador recebeu um soco no peito.
Quem é de Araras (SP), ou mora na cidade há algum tempo, certamente já cruzou com ele na praça ou no lago. Há cerca de 50 anos, o senhor Manoel vende algodão doce com dedicação e simplicidade, tornando-se uma figura conhecida e querida, parte da paisagem e da memória afetiva de gerações. Na quinta-feira (19), porém, ele foi vítima de agressão dentro de um ônibus da Zona Leste do município.
De acordo com informações, o coletivo realizou uma freada brusca e, com o impacto, o senhor Manoel perdeu o equilíbrio, caindo sobre outro passageiro. Um acidente, algo que pode acontecer com qualquer pessoa. No entanto, em vez de compreensão, o trabalhador recebeu um soco no peito.
O gesto, considerado desproporcional e covarde, revoltou familiares e conhecidos. O idoso estava apenas retornando do trabalho quando foi surpreendido pela violência. O que mais chama a atenção é que, segundo relato, ninguém interveio. O ônibus estava cheio e diversas pessoas presenciaram a cena, mas não houve reação.
Após a agressão, o senhor Manoel precisou ir sozinho ao hospital. Ele foi atendido, medicado e passou por exame de corpo de delito. Até o momento, o agressor não foi identificado.
Moradores pedem que quem estava no ônibus e tenha informações procure as autoridades para que o responsável seja identificado e responda legalmente pelo ato. “Não é questão de vingança, é questão de justiça”, afirmou uma fonte próxima à família.
O caso gerou indignação nas redes sociais e trouxe à tona reflexões sobre a falta de empatia e o medo que muitas vezes silenciam testemunhas diante de situações de violência. O senhor Manoel, que há meio século espalha doçura pelas ruas da cidade, agora precisa do apoio da comunidade. Mais do que nunca, o momento pede humanidade e respeito.
Com informações de Josimeire Gonçalves.



