Na primeira versão do documento, o governador era acusado de improbidade administrativa.

A Comissão Parlamentar de Inquérito da Assembleia Legislativa de São Paulo que investigou contratos de organizações sociais com o Estado retirou o pedido de indiciamento do governador Márcio França e de seu secretário-adjunto de Saúde, Antonio Rugolo Junior, da versão final do relatório que foi votado pelos parlamentares no fim da tarde de ontem.

Na primeira versão do documento, o governador era acusado de improbidade administrativa no processo de nomeação de Rugolo, que se licenciou do cargo de presidente da Fundação para o Desenvolvimento Médico e Hospitalar, organização social contratada pelo governo, para poder assumir o cargo público.

Em nota, a Secretaria estadual da Saúde garantiu que tudo foi feito de maneira lícita, de acordo com a legislação vigente, o que está confirmado, inclusive, em um parecer da Procuradoria Geral do Estado solicitado pela própria CPI.

E não pegou bem para a CPI sugerir a inclusão de um pedido de indiciamento do governador Márcio França.

Muitos encararam o fato como uma tentativa dos aliados de João Doria, do PSDB, candidato ao Palácio dos Bandeirantes, de prejudicar Marcio França, que é seu adversário político na disputa e vem crescendo nas pesquisas de intenção de voto.

Para o deputado Campos Machado, do PTB, a versão inicial do relatório “seria uma afronta à inteligência da Assembleia Legislativa do Estado, por revelar-se uma questão meramente eleitoral”.

Os deputados votaram e aprovaram a versão final do relatório de CPI sem o pedido de indiciamento de Márcio França. Eles mantiveram apenas a recomendação para que Rugolo se demita do cargo na Famesp.


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