Virada Cultural: Arrastões, agressões, roubos e furtos de celulares marcam madrugada com show interrompido

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Apresentação do funkeiro Kevinho foi paralisada no Vale do Anhangabaú, Centro de São Paulo, por orientação da prefeitura após repetidos episódios de violência durante show entre a noite de sábado (28) e madrugada de domingo (29).

A madrugada da Virada Cultural de sábado (28) para domingo (29), em São Paulo, foi marcada por violência no palco principal do evento, no Vale do Anhangabaú, centro da capital. Pelo local arrastões, roubos e furtos de celulares, agressões e a interrupção de um show por causa da confusão.

Parte do público criticou a atuação das forças de segurança e acusou policiais militares e guardas-civis metropolitanos de não agirem para impedir os crimes. A reportagem ainda presenciou o momento que agentes da Polícia Militar bateram com cassetete numa estudante, que ficou sangrando e precisou de atendimento médico. Outras pessoas também ficaram feridas após terem sido agredidas por grupos de 30 a 50 criminosos.

A violência fez com que o show de Kevinho, programado para as 23h de sábado, fosse paralisado antes do fim. O funkeiro afirmou que pessoas estavam “se machucando” e que a decisão era uma orientação da prefeitura. Durante o show dele, foi possível ver pessoas sendo levadas por bombeiros ao pronto-socorro, além de cenas de correria e de agressão.

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Em suas redes sociais, o cantor classificou a apresentação para o público no Anhangabaú como “incrível”, sem mencionar a confusão. Estabelecimentos que vendiam comida e bebida no local também interromperam o serviço antes do previsto devido à insegurança. Funcionárias das lanchonetes relataram medo de ir embora da região e diziam que não teriam aceitado o trabalho se soubessem que a noite seria daquela forma — sentimento reverberado por outros profissionais que trabalhavam no evento.

Revoltado, parte do público criticou a segurança da Virada Cultural. Fã de Kevinho, João Portela, de 26 anos, foi agredido durante o show do funkeiro ao lado de sua mãe. A reportagem encontrou ele com o rosto inchado e com marcas de sangue.

O sentimento de insegurança, mais presente no começo da madrugada, não foi suficiente para impedir que o público aproveitasse a primeira Virada Cultural presencial depois de dois anos. Além de jovens, crianças e famílias também participaram da festa.

Leia mais acessando: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2022/05/29/virada-cultural-arrastoes-roubos-e-furtos-de-celulares-agressoes-marcam-madrugada-com-show-interrompido.ghtml

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