VÍTIMAS DE GRAVE ACIDENTE SÃO ENTERRADAS EM ARARAQUARA/SP

Sob forte comoção, os corpos das quatro pessoas da mesma família que morreram em um acidente na Rodovia Antônio Machado Sant’Anna (SP-255), em Araraquara, na noite de domingo (28), foram enterrados na tarde desta segunda-feira (29), no Cemitério das Cruzes. Três pessoas que estavam no mesmo carro sofreram ferimentos e estão internadas.

Inicialmente, o motorista do carro disse à polícia que estava parado na pista por falta de combustível, mas familiares disseram que ele contou outra versão no hospital e negou qualquer problema com o veículo. Ele deve ser ouvido novamente pela polícia.

Vítimas são enterradas

clique na imagem e saiba mais

Muitos familiares e amigos acompanharam o velório e o enterro das quatro vítimas do acidente. Cleiton Antônio da Silva, de 35 anos, a mãe dele Elizabete Mari da Silva, de 55, o marido dela, Edson de Lima, de 36, e Raul Vitor da Silva, de 12 anos, neto de Elizabete, estavam com mais três pessoas em um Fusca, após saírem de uma igreja na cidade.

Entre os sobreviventes está o menino Artur Casimiro de 4 anos. Ele continua internado em estado grave na maternidade Gota de Leite. A mãe de Artur, Josiquely Casimiro, de 28 anos, está na UTI da Santa Casa em estado grave.

O pai do menino, Cleybson Silva de Araújo, de 25 anos, dirigia o Fusca e sofreu uma fratura no ombro. Ele continua internado e teria contado outra versão sobre o acidente.

Outra versão do acidente

Segundo a Polícia Rodoviária, o motorista disse que faltou combustível e o carro parou na pista. O ônibus de turismo bateu na traseira e arrastou o fusca por 40 metros. O veículo ficou totalmente destruído.

Apesar disso, familiares que estiveram com o motorista no hospital disseram que ele negou essa versão.

“O irmão dele que estava atrás e morreu disse que o ônibus deu luz alta e falou que o ônibus queria passar em cima deles, ele terminou de falar e o ônibus bateu. [O Cleybson] disse que não estava com o farol desligado, não estava lerdo, estava no tempo dele na pista. Não acabou a gasolina, ele falou que estava indo normalmente e estão falando coisa que não é verdade. O carro estava normal. Ele disse que a gasolina estava para acabar, mas que dava tempo de chegar em casa”, disse a cunhada do motorista Mara Cristina Cassimiro.

Perícia deve apontar as causas

O capitão da Polícia Rodoviária Francisco Pane Neto afirma que os dois motoristas foram ouvidos no momento do acidente. “O policial chega ao local ele tem os veículos da forma que se mobilizaram após o acidente, tem os condutores, tem os ocupantes do ônibus”, disse.

O dono do carro deve ser ouvido novamente. “O disco do tacógrafo do ônibus foi periciado ontem no local e temos uma velocidade de 80 km/h, não se verificava marca de frenagem, o que corroborava com a versão do motorista do ônibus de que ele não teve tempo de acionar os freios e arrastou o Fusca. Essas minúcias sobre a ocorrência só vão ser fechadas com a conclusão dos trabalhos periciais”, afirmou o capitão. O resultado da perícia deve sair em 30 dias.