Viúva de MC Kevin cita difamação nas redes e registra BO em SP

Compartilhamentos insinuam que Deolane Bezerra teria advogado para facções criminosas.

A viúva de MC Kevin, Deolane Bezerra, afirma estar sendo alvo de difamação nas redes sociais. Em entrevista ao Brasil Urgente, a advogada informou estar monitorando o compartilhamento de informações falsas sobre ela na internet.

Ela registrou um boletim de ocorrência em uma delegacia de São Paulo e espera a apuração de, nas próprias palavras, “difamação, injúria, calúnia, crime cibernético, violação de dados pessoais”.

Entre os conteúdos compartilhados nas redes, estaria uma suposta ficha de cadastro de visitante em um presídio de São Paulo, datada de 2014, com dados pessoais dela.

“Eu identifiquei uma pessoa no Twitter, uma no Instagram e um grupo de Facebook”, informou ela, sem conseguiu contabilizar mais responsáveis e alegando ter monitorado “mais de 200, 300 mil compartilhamentos”.

Em seu escritório de advocacia, na zona leste da capital paulista, Deolane Bezerra negou qualquer envolvimento profissional com integrantes do crime organizado. A informação estaria sendo compartilhada na internet.

“Estão falando dos meus filhos, atribuindo filiação para eles que não existe. Estão me denegrindo no meu meio profissional, o que é um crime. Estão atribuindo a minha pessoa que eu advogo para facções criminosas. Eu não advogo para facções; meu escritório advoga para clientes”, afirmou.

‘Que as pessoas parem de mentir’

MC Kevin morreu no dia 16 de maio ao cair da sacada de um hotel no Rio de Janeiro. O funkeiro estaria mantendo relações sexuais com outra mulher e, segundo depoimentos, tentou fugir ao ser informado que Deolane estava se aproximando do aposento onde acontecia o encontro.

Deolane, porém, demonstrou ceticismo a respeito da versão. Segundo relatos, o músico bebeu e usou drogas no dia da morte.

“(MC Kevin) amava a vida, e jamais iria pular de um edifício com medo de ser surpreendido por mim, sem eu ao menos estar lá.”

Deolane afirmou ainda que não chegou a ver o corpo do marido após a queda.

“Eu não vi nada. Eu estava dentro do meu quarto. Quando eu desci, entrei dentro do meu carro. Não tive acesso também ao corpo dele. Me blindaram da situação, do que eu iria ver. Me blindaram de não ter contato com a mulher que estava no quarto, me blindaram de tudo”, disse. “Eu só vi o Kevin em São Paulo, dentro do caixão.”

A advogada, que havia se casado com o músico poucos dias antes, pede “que as pessoas parem de mentir”, em recado aos amigos do marido. E quer agora se dedicar aos filhos e ao trabalho.

“Mágoa do Kevin, eu não tenho nenhuma – até porque eu sei que ele não estava no seu estado normal. Para mim, acabou, porque eu tenho que trabalhar, eu tenho que criar meus filhos, eu tenho que viver”, afirmou.

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ÁGIL DPVAT