Viúva disse que resort não tinha equipe nem equipamentos adequados para emergência; São Pedro Thermas Resort, em São Pedro (SP), negou falhas no atendimento de Carlos Cerasomma, que morreu em 11 de dezembro.
A morte de Carlos Cerasomma, 37, após um engasgo decorrente de uma competição recreativa de comer melancia em um resort de São Pedro (SP), foi atribuída pela viúva que presenciou o ocorrido, Kimberly Santos, à falta de preparo e de equipamentos da equipe do resort para lidar com emergências. O São Pedro Thermas Resort negou as afirmações (veja nota abaixo).
Carlos participou da brincadeira ‘Boca de Melancia’, que fazia parte do calendário de atividades no São Pedro Thermas Resort, como apontou a viúva e uma testemunha ouvida pela reportagem do g1. O caso ocorreu em 11 de dezembro.
Dinâmica da recreação
A recreação consistia em ficar em pé e agachar com o tronco até a mesa para comer a maior quantidade da fruta, mas de forma rápida e sem o auxílio das mãos. Junto com ele, estavam mais três homens e uma mulher, afirmou Kimberly.
A viúva informou que, embora gincanas com comida não sejam proibidas, o resort falhou ao não manter uma equipe de pronto atendimento no local da prova. Além disso, ela mencionou que a própria configuração da prova — uma mesa muito baixa para a altura de Carlos (1,80 m) — pode ter facilitado o engasgo devido à posição em que ele precisou ficar para comer sem as mãos.
“O Carlos estava ali só para brincar, só para se divertir”, conta Kimberly. “O funcionário passa e fala para o Carlos que só faltava mais um pedaço, que tinha caído na mesa. Só que ele passa, o Carlos não responde e continua com a cabeça ali”, comenta.
A viúva afirmou que pretende processar o resort com o intuito de garantir que as dúvidas sobre o ocorrido sejam respondidas com provas e que os responsáveis sejam devidamente punidos. “É pela vida do Carlos, para que outros Carlos não venham a existir”, comenta.
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