Solstício de inverno marca o início da estação no Hemisfério Sul e reduz o período de luz solar ao longo do dia.
O Brasil vive neste domingo (21) um fenômeno astronômico que marca oficialmente a chegada do inverno no Hemisfério Sul. Trata-se do solstício de inverno, momento em que ocorre a menor duração de luz solar do ano, resultando no dia mais curto e na noite mais longa de 2026.
Neste ano, o inverno começou oficialmente às 5h24, no horário de Brasília. A partir dessa data, os dias passam a ganhar alguns minutos de luz gradualmente até a chegada do verão, em dezembro.
O fenômeno acontece devido à inclinação do eixo da Terra, que é de aproximadamente 23,5 graus. Durante o solstício de junho, o Hemisfério Sul fica inclinado para longe do Sol, recebendo menos incidência direta dos raios solares ao longo do dia.
Por esse motivo, o período entre o nascer e o pôr do sol é menor do que em qualquer outra época do ano. Consequentemente, a noite se torna mais longa.
O dia mais curto não significa o mais frio
Apesar da associação frequente entre inverno e frio intenso, o solstício não determina qual será o dia mais gelado do ano.
As temperaturas dependem de diversos fatores meteorológicos, como a chegada de massas de ar frio, cobertura de nuvens, índices de umidade, chuvas e até mesmo a temperatura dos oceanos.
Por isso, é comum que os dias mais frios do inverno ocorram semanas após o início oficial da estação.
Diferença varia conforme a região
A duração do dia também muda de acordo com a localização geográfica. Quanto mais distante da linha do Equador, maior costuma ser a diferença entre os dias do inverno e do verão.
Em cidades do Sul do Brasil, por exemplo, a redução das horas de luz durante o inverno é mais perceptível do que em regiões próximas ao Norte do país.
Em Araras e demais cidades do interior paulista, a mudança existe, mas ocorre de forma menos acentuada do que nos estados mais ao sul.
O que acontece no Hemisfério Norte
Enquanto o Hemisfério Sul inicia o inverno e registra a menor quantidade de luz solar do ano, o Hemisfério Norte vive exatamente a situação oposta.
Neste domingo, países como Estados Unidos, Canadá e grande parte da Europa registram o solstício de verão, com o dia mais longo e a noite mais curta de 2026.
Após o solstício de inverno, a tendência é que os dias comecem a aumentar gradualmente. Embora a mudança seja quase imperceptível no dia a dia, a quantidade de luz solar cresce aos poucos até atingir seu máximo durante o solstício de verão, em dezembro.
O fenômeno é um dos eventos astronômicos mais importantes do calendário anual e marca oficialmente a transição das estações, influenciando o clima, a duração dos dias e diversos ciclos naturais observados em todo o planeta.



