CAFÉ COM NOTÍCIAS: Lúcio Casa Bela avalia decisão do STF que proibiu retirar à força moradores de rua

Durante entrevista ele disse que o STF deu apenas ênfase na lei que já existe.

O governo federal tem 120 dias para apresentar um plano nacional para a população de rua. O prazo foi estipulado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em decisão motivada por uma ação protocolada pelos partidos PSOL e Rede Sustentabilidade e o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST).

Na decisão, o ministro proíbe o recolhimento forçado de itens pessoais e a remoção compulsória de pessoas das ruas. Moraes citou o trabalho do padre Júlio Lancellotti, da Pastoral do Povo de Rua de São Paulo, no combate à aporofobia, a aversão a pessoas pobres.

Na manhã desta quarta-feira, dia 23 de agosto, Lúcio Bitencourt de Andrade (Casa Bela), ex-diretor de coordenadoria do Centro Pop de Araras (SP), esteve participando do programa CAFÉ COM NOTÍCIAS. Durante entrevista ele disse que o STF deu apenas ênfase na lei que já existe.

“Não é nenhuma novidade pra gente que trabalha com moradores em situação de rua. Hoje estou trabalhando em Rio Claro, desenvolvendo o mesmo trabalho que fazia em Araras. Percorremos a cidade, conversando com os moradores de rua e falando sobre a importância do acolhimento social disponibilizado pelas prefeituras e de recuperarem o vínculo com suas famílias. Esse trabalho é realizado o ano todo”, completa Lúcio

De acordo com Casa Bela, os moradores de rua também estão inseridos nas políticas públicas de Ação Social

“Os moradores de rua também estão inseridos nas políticas públicas de Ação Social. Em Araras, temos o Centro Pop que é o local adequado para recebê-los e atender suas necessidades”, explica.

Ele destacou que para o trabalho de acolhimento produzir frutos, é importante nunca desiste de ninguém.

“É importante frisar que a gente nunca desiste de ninguém, então nesse trabalho a gente tenta entender qual o principal problema, o que for primordial no momento de maior dificuldade”, disse.

Paralelamente às ações, Lúcio lembrou de uma importante campanha feita em Araras, “Não Dê Esmolas“, para evitar que as pessoas se comovam com a situação e tentem ajudar com dinheiro, que pode alimentar vícios e atrapalhar o acolhimento.

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