Capitão PM Tárcila frisa importância de mulheres denunciarem os abusos

Durante entrevista na semana passada no programa CAFÉ COM NOTÍCIAS falou sobre o aumento no número de registros dos casos de violência doméstica na cidade e dos programas de atendimentos às vítimas desse tipo de crime que são realizados pela Polícia Militar.

Para auxiliar nas ações de combate a violência contra a mulher em suas diferentes formas, dentre elas as agressões físicas, psicológicas e sexuais, uma das formas é procurar os órgãos de controle e realizar a denúncia dos abusos sofridos.

A capitão Tárcila, nova comandante da Polícia Militar de Araras (SP), durante entrevista na semana passada no programa CAFÉ COM NOTÍCIAS falou sobre o aumento no número de registros dos casos de violência doméstica na cidade e dos programas de atendimentos às vítimas desse tipo de crime que são realizados pela Polícia Militar.

Ela acredita também que houve um aumento no número de denúncias feitas pelas vítimas, provavelmente por conta da criação da Lei Maria da Penha.

“O que eu vejo é que essa violência existe há muito tempo, mas com a lei Maria da Penha, de 2006, foi criada a medida protetiva, que afasta o infrator da vítima e que serve para guardar a integridade da mulher. O que eu percebo é que de alguma forma, essa medida encoraja a mulher a denunciar”, avaliou a delegada.

No entanto, a capitão reconhece que ainda são muitos os casos em que as vítimas deixam de fazer a denúncia. Para ela, as omissões podem ocorrer por diferentes motivos, como o medo do agressor, por acreditar que há um envolvimento emocional presente na relação entre os dois, por motivos financeiros e até o desconhecimento da lei. Outra razão também seria a violência psicológica.

“A mulher também não procura a delegacia porque quando sofre a agressão, que normalmente vem junto de uma ameaça de que se ela denunciar, o agressor pode vir a matá-la. São os textos que a gente conhece mais ou menos no dia a dia, quando se realiza as ocorrências”, observou a capitão.

Segundo Tárcila, a denúncia é importante justamente para ampliar a ação das medidas protetivas das vítimas e também para que os agressores tenham a certeza que não vão sair impunes, sejam eles, companheiros ou membros da mesma família.

“Nas relações, a gente percebe que, quanto mais frágil, mais vulnerável a vítima for para ele, aumenta a chance de se repetir o ato agressivo. No caso, se o agressor tiver a certeza da impunidade, essa violência vai perpetuar por que ele sabe que pode fazer e que essa mulher nunca vai ter coragem de denunciar. Mas, quando ocorre a denúncia e é feito o interrogatório do agressor, se percebe que ele tem medo de ser preso, medo da punição do Estado, que seria essa prisão, de ser condenado em um processo criminal, constar na ficha dele que ele responde a um processo criminal, que tem várias implicâncias na vida”, afirmou.

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