PROMESSA DE CASAS: “Transparência ou Manipulação Eleitoral?”, questiona moradora durante sessão na Câmara Municipal de Analândia, SP

A moradora destacou que a população está sendo enganada com informações confusas sobre o cadastro das casas.

Em um ato de indignação, Roseli Mascia, uma moradora de Analândia (SP), usou a Tribuna Livre durante a 10ª sessão ordinária da Câmara Municipal, realizada no dia 25/06, para exigir esclarecimentos da Prefeitura Municipal sobre a polêmica questão das casas populares.

Antes de subir à tribuna, Roseli disse que conversou com o ex-prefeito Beto Perin nos corredores do Poder Legislativo, e ele afirmou que as casas seriam doadas para pessoas pobres. Revoltada, ela desabafou: “Eu falei para ele, pobres, não. Que, inclusive, hoje eu vou subir na tribuna, porque eu quero transparência disso. Porque você dar uma casa para pobre é uma coisa. Agora, essa casa não vai ser dada. Ela vai ser paga, ela vai ser comprada”.

A moradora destacou que a população está sendo enganada com informações confusas sobre o cadastro das casas. “É o seguinte, não é uma coisa que vai ser assim fácil, como foi passado, como está sendo passado para a população. Não é assim. Isso aí tem todo um procedimento. É a Caixa que vai fazer o financiamento? É a Caixa. Esse trâmite da Caixa, não é fácil.”

Roseli alertou sobre as dificuldades reais que os cidadãos enfrentarão para obter o financiamento. “Eu acho que a população tem que saber, mas tem que saber na linguagem popular, de forma mais fácil de entendimento. Porque um financiamento com a Caixa, em primeiro lugar, você não pode ter nome restrito. Segundo lugar, se você já teve alguma dívida na Caixa Econômica, que você aproveitou aquelas coisas que eles fazem de parcelamento, você vai lá, parcela sua dívida, beleza, você limpou seu nome, seu nome fica limpo, não é SPC. Porém, eu estou falando o que aconteceu comigo. Você vai lá tentar financiar, você não consegue, porque seu nome tem uma restrição lá dentro. Tem um que chama Bacen, outro chama não sei o quê, e a gente foi conversar com o gerente. Então, tem que esclarecer isso para o povo. Porque eu consegui entender isso. Será que a população sabe disso?”

Além disso, ela levantou um ponto ainda mais preocupante: a possibilidade de uso político dos cadastros. “Os cadastros serão feitos na prefeitura. Isso eu acho que é uma lei que vem e tem que ser feita na prefeitura. E isso pode passar por uma falsa impressão, que a população pode achar por causa de ser um ano político, ou por causa da eleição estar aí. A população pode achar que a prefeita está doando essas casas. É isso que eu quero, a transparência que não é, que eles vão ter que passar. O correto para mim é que esses cadastros sejam feitos depois do dia 7 de outubro. Porque é óbvio de que a atual administração possa dar aprovação das casinhas para usar isso como moeda de troca nas próximas eleições”.

Roseli Maximo deixou claro que a população de Analândia não aceitará ser enganada e que exige uma explicação clara e transparente sobre esse processo tão importante e sensível para todos.

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