Bruna Angleri, de 40 anos, foi encontrada morta carbonizada na casa onde morava. O ex-namorado, que é suspeito do crime, prestou depoimento, negou participação e foi liberado.
Na tarde desta quinta-feira, dia 28 de setembro, o advogado Wagner Moraes divulgou um vídeo (assista abaixo) para a impresa sobre a situação do cantor João Vittor, suspeito da morte da dentista Bruna Angleri, de 40 anos, encontrada morta carbonizada na casa onde morava.
“Meu cliente negou a autoria, prestou depoimento, colaborou com tudo, deixou o celular para ser periciado, deu detalhes e nomes das pessoas com quem estava e onde estava, bem como os horários, foi devidamente liberado e está a disposição para maiores esclarecimentos e vai colaborar em toda investigação criminal. No momento nenhuma possibilidade de entrevista, pois meu cliente já fez tudo que poderia ser feito. No mais, aguardamos e respeitamos o luto dos familiares e amigos”, disse Wagner.
O velório da dentista que foi assassinada em Araras (SP) foi retomado por volta das 14h30 desta quinta-feira (28), no velório municipal. O sepultamento de Bruna Angrile, de 40 anos, foi realizado às 16h30, no Cemitério Municipal.
Durante a manhã, o corpo da dentista retornou ao Instituto Médico Legal (IML) de Limeira para que um exame toxicológico fosse realizado. Com o novo procedimento a Polícia Civil pretende saber se havia alta concentração de gás carbônico na corrente sanguínea da vítima para entender se ela foi queimada enquanto ainda estava viva.
Na quarta-feira (27), o corpo da dentista Bruna foi encontrado carbonizado em um condomínio de alto padrão no Portal das Laranjeiras, no Distrito Industrial. Suspeito do crime, o ex-namorado se apresentou com um advogado no fim da tarde de ontem e durante interrogatório negou envolvimento no crime, que foi registrado como homicídio. O celular dele foi apreendido, e ele foi liberado.
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Severamente agredida
Segundo o delegado Tabajara Zuliani dos Santos, a polícia aguarda o resultado de um exame necroscópico para saber exatamente como a vítima morreu.
“Ela foi severamente agredida. O rosto estava completamente deformado por fraturas. Tinha uma costela fraturada”, contou o delegado.
A Polícia Civil informou que trabalha com várias possibilidades e versões.
“O principal suspeito negou integramente os fatos, apresentando um conjunto de álibis que, com o tempo da investigação, vão ser avaliados. No presente momento qualquer tipo de pedido de prisão com o que se tem é prematuro”, afirmou o delegado.