Ministério da Saúde distribui novo medicamento que facilita tratamento do HIV

Já foram enviadas aos estados e ao Distrito Federal 5,6 milhões de unidades da droga, uma combinação de antirretrovirais em um único comprimido. Neste primeiro momento, migração da terapia obedecerá a alguns critérios, entre eles, a idade superior a 50 anos do paciente.

O Ministério da Saúde concluiu a distribuição para os estados da primeira remessa de um novo medicamento para o tratamento do HIV. Trata-se de uma combinação dos antirretrovirais dolutegravir lamivudina em um único comprimido, que simplifica a terapia para pessoas que vivem com o vírus no Brasil (entenda mais abaixo).

Aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em novembro de 2021, a droga, chamada comercialmente de Dovato, já teve 5,6 milhões de unidades distribuídas aos estados e ao Distrito Federal.

No ano passado, a Fiocruz, que faz o fornecimento da combinação ao Ministério da Saúde, informou que a previsão da pasta é de que serão fornecidas no total 30 milhões de unidades da droga ao longo de 2024.

Por isso, a migração de uso da terapia com dois comprimidos para apenas um irá acontecer de forma gradual contínua.

📝 Tecnicamente, o medicamento pode ser prescrito para o tratamento completo da infecção pelo vírus em adultos e adolescentes acima de 12 anos com pelo menos 40 kg, sem resistência conhecida ou suspeita aos seus compostos.

🩺 Mas neste primeiro momento, segundo o Ministério da Saúde, os pacientes aptos a mudança de terapia deverão ter:

  • Idade igual ou superior a 50 anos;
  • Uma adesão regular ao tratamento convencional;
  • Carga viral menor que 50 cópias (praticamente uma carga viral indetectável);
  • E ter iniciado a terapia dupla até o dia 30/11/2023.

Como funciona o medicamento?

Os antirretrovirais dolutegravir e a lamivudina já são oferecidos pelo SUS separadamente aos pacientes com HIV, mas a combinação das drogas em uma única dose representa um avanço, visto que a expectativa é que essa nova opção traga mais facilidade e praticidade para o tratamento.

💊 Com a possibilidade de ingerir apenas uma dose diária e de tomar o medicamento em jejum, a combinação farmaceûtica tem o potencial de melhorar a adesão dos pacientes ao tratamento.

Isso porque as duas substâncias ativas na droga, dolutegravir lamivudina, bloqueiam a atividade de enzimas que o HIV usa para criar novas cópias de si mesmo no corpo.

O dolutegravir impede a atividade de uma enzima chamada integrasse, enquanto a lamivudina impede a atividade de outra enzima chamada transcriptase reversa, bloqueando assim a multiplicação do vírus e reduzindo a quantidade de HIV no organismo.

Em dois estudos, com a participação de 1441 pacientes, foi comprovado que a combinação das duas substâncias ativas encontradas no medicamento é tão eficaz na redução do vírus HIV no sangue quanto a terapia tripla com os medicamentos dolutegravirtenofovir emtricitabina.

  • De acordo com os resultados, 91% dos pacientes com HIV-1 que utilizaram o Dovato deixaram de ter níveis detectáveis do vírus (abaixo de 50 cópias por ml) após 48 semanas, enquanto 93% dos que utilizaram o tratamento tripo também alcançaram esse resultado.
  • Além disso, não foram identificados casos de resistência ao tratamento em nenhum dos estudos durante o período de 48 semanas de análise.

Artigos Relacionados

Hospital São Leopoldo Mandic assume HC de Campo Limpo Paulista, SP

A nova unidade conta com 85 leitos distribuídos em Clínica Médica, Clínica Cirurgica, pediatria, ortopedia...

Beber café pode proteger cérebro do Parkinson, indica pesquisa

Tomar café com frequência pode aumentar subprodutos de cafeína no sangue e retardar o desenvolvimento...

Como atua o médico infectologista?

Esse médico pode lidar com diversas condições, incluindo gripes, pneumonias, infecções urinárias e ISTs.Diferente de...

Últimas Notícias