Bebê que morreu com sinais de abuso sexual e maus-tratos ficava com padrasto para mãe trabalhar

Homem está desempregado e a casa é sustentada pela companheira. Ele foi preso e deve passar por exames de corpo de delito durante a tarde.

O padrasto suspeito de maus-tratos e abuso sexual contra um bebê de 8 meses, morto após dar entrada em hospital de Campinas (SP) na manhã desta terça-feira (5), era responsável por ficar com criança enquanto a mãe trabalhava.

À EPTV, afiliada da TV Globo, familiares disseram que o homem de 24 anos estava desempregado e a casa era sustentada pela mulher. Ele foi preso e deve passar por exames de corpo de delito ao longo da tarde.

De acordo com a família, a mulher de 19 anos saiu para trabalhar às 11h de segunda-feira (4) e retornou às 23h. Quando chegou, o bebê estava dormindo e o casal decidiu se deitar. No início da manhã, o padrasto teria a acordado.

Ele disse que a criança estava inconsciente, sem respirar, e decidiu chamar o Corpo de Bombeiros. A alegação era de que o menino havia engasgado, no entanto, as equipes se depararam com sinais de agressão e o levaram para o Hospital Ouro Verde.

Hospital chamou a Polícia Militar

O menino passou por procedimentos de reanimação, mãs não resistiu. Uma médica identificou indícios de violência no corpo do bebê, incluindo hematomas e mordidas, além de sinais de violência sexual. A Polícia Militar foi chamada e, só então, o casal foi informado sobre a morte.

A mãe estava bastante nervosa e chorou. Já o padrasto ficou bastante agressivo, segundo a PM. Além disso, pessoas que estavam no local relataram que o homem chegou a solicitar um carro por aplicativo para ir embora do hospital, mas foi impedido.

Os dois foram levados para a Delegacia de Defesa da Mulher. A mãe foi liberada e deve responder em liberdade. Já o companheiro dela ficou preso e deve passar por exame de corpo de delito. Familiares e outras testemunhas também devem ser ouvidos ao longo da tarde.

Questionada sobre os sinais de violência, a mãe teria dito que deixava a criança com o padrasto para que pudesse trabalhar. Nos últimos dias, relatou ter percebido que a criança estava com “algumas marcas que fugiam da normalidade”.

Ela afirmou que já havia pedido a separação, mas que não foi atendida pelo suspeito e não conseguia terminar o relacionamento. Familiares relataram que ela já havia sido agredida pelo companheiro, mas não sabiam de violência contra o bebê.

Já o padrasto teria dito que acordou, percebeu que a criança não estava respirando e acionou o Corpo de Bombeiros. Relatou ainda que “não sabe o que aconteceu com a criança, que não é bandido, não é criminoso e que não tem conhecimento do que pode ter acontecido”.

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